quarta-feira, janeiro 31, 2007

Correndo daqui prá lá

Correndo atrás de alguma coisa que junte esse quebra-cabeça.
A minha quebrada já faz tempo.
Vida que se resume a papéis soltos quase sem sentido.
Folhas de caderno rasgadas guardadas em caixas de sapato ou pastas.
Não vou jogar nada fora porque quem sabe um dia, quem sabe um dia.
Sou o ratinho de laboratório correndo na roda e deixando as cascas de semente de girassol se acumularem em volta.

sábado, janeiro 27, 2007

Coisas de sábado de manhã

É engraçado mas é isso mesmo:
o vento trouxe a luz.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Quase presentes

Pessoas páram para ver os carrinhos de uma loja.casais passeiam de mãos dadas. a escada rolante sempre levando alguém. uma mão que escreve. é minha.
Bonitas famílias brancas ou amarelas. crianças ricas e coloridas. crianças em volta do cachorro. pais em volta das crianças. olhares orgulhosos.
Crianças ricas e coloridas. um lindo teto pouco olhado. a minha mente no papel não pára..palavras paradas mentevoando
No vidro do teto as pessoas que passam são refletidas. o reflexo no espelho agrada a mente que acha que já encontrou.
Bebês de um colorido claro passam de mãos dadas com seus pais.
Pessoas de sacolas cheias passam enchendo agora seus estômagos de açúcar.
A mão sobre o pael escreve. o que sou eu que observa? alguns momentos de lucidez. lucidez que eu queria tanto compartilhar.
a vida é tudo isso que eu estou vendo.
Aqui dentro é calmo. Quase triste. Quieto.
A mão aperta a orelha.
Uma moça bonita de azul sentada olha a própria mão escrever palavras paradas numa folha de papel mente inquieta. pára. voa. pára. atende. atenção. voa. cansa. escreve.
Pequenas vidinhas peludas olham por dentro da cela de vidro vidas menores olham de fora sorridentes para os cachorros.

Num momento de desatenção a cabeça voa p/ bem longe e agora a folha de papel e a caneta me lembram que eu estou aqui.

terça-feira, janeiro 23, 2007

No ônibus

se o que eu sou pode ser definido pelo
que faço, lá vai:

olho os pensamentos passando pela cabeça
e de vez em quando
seguro um só

faço comidinhas bruxescas
para comer e bato minha vara de condão.

tento que meu dia tenha
mais céu na proporção com o chão

tento disfarçar o animal de minha pele
pelo líquido vaporoso da pele do vegetal

tento segurar o segundo do que eu amo
pelo segundo que eu puder buscar.

espero poder
e não sei se quero.

sábado, janeiro 20, 2007

Servir sempre.

Para os que gostam de mim esse blog não servirá de nada e criará aborrecimentos. Para os que não gostam é que ele é bem indicado.
Agradeçemos a preferência.
Servimos bem para servir sempre.